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Candomblé Ketu

O Candomblé Ketu é a maior e a mais popular “nação” do Candomblé. No início do século XIX, as etnias africanas eram separadas por confrarias da Igreja Católica na região de Salvador da Baía. De entre os escravos pertencentes ao grupo dos Nagôs, estavam os Yorubá. As suas crenças e rituais são parecidos com os de outras nações do Candomblé em termos gerais, mas diferentes em quase todos os detalhes.

 

Esta nação do Candomblé teve início em Salvador da Baía. Algumas princesas vindas de Oyó e Ketu, em África, na condição de escravas, fundaram um terreiro numa plantação de cana-de-açúcar. Posteriormente, passaram a reunir-se num local denominado Barroquinha, onde fundaram uma comunidade de Jeje-Nagô (Jeje significa estrangeiro).

 

O Candomblé Ketu ficou concentrado em Salvador. Depois da transferência do Candomblé da Barroquinha para o Engenho Velho, este passou a se chamar Ilê Axé Iyá Nassô mais conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, sendo a primeira casa da nação Ketu no Brasil de onde saíram as Yalorixás que fundaram o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iya Omin Axé Iyamassé, o Terreiro do Gantois.

 

O ritual de uma casa de Candomblé Ketu é diferente das casas de outras nações. A diferença está no idioma, no toque dos atabaques, nas cantigas e nas cores usadas pelos Orixás. A língua sagrada utilizada em rituais do Ketu é derivada da língua Yorubá ou Nagô. O povo de Ketu procura manter-se fiel aos ensinamentos das mulheres africanas que fundaram as primeiras casas: reproduzem os rituais, rezas, lendas, cantigas, comidas, festas, e esses ensinamentos são transmitidos até hoje.

 

 

 

Artigo "O Candomblé Ketú" por Pedro Múrias

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